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Empresários se unem e criam fórum nacional para unificar discurso
Os dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), que será oficialmente lançado hoje. Aposta que em 2005 o Brasil deixou de criar 154 mil empregos formais diretos e outros 496 empregos indiretos por conta do avanço da pirataria no País. Com isso segundo a entidade a União deixou de arrecadar R$ 4,5 bilhões em impostos, enquanto a indústria deixou de faturar R$ 11,9 bilhões.
O objetivo do fórum é “juntar” todas as associações de combate á pirataria do País e unificar o discurso contra o contrabando. “São 70 entidades que se dispuseram a participar neste fórum. Vamos unificar o discurso contra um mal que assola a todos e, ainda assim a sociedade não se deu conta dos malefícios” explica Alexandre Cruz, secretário-executivo do FNCP.
Segundo ele, serão apresentados às entidades uns cronogramas de atividades que visam o crescimento do Fórum. “Seremos a associação das associações. Teremos uma cartilha com diretrizes políticas, planos, sugestões e merchandising para chamar a atenção da população”, afirmou Cruz.
Além de um plano de ação e recursos próprio, a nova entidade quer ajudar na implementação de novas estratégias a fim de aumentar a eficiência de ações no combate à pirataria. Uma das propostas iniciais, segundo Cruz, é incluir o tema combate à pirataria na campanha eleitoral deste ano. “Sei que haverá muita gente que vai se aproveitar deste assunto, mas como a importância do combate à pirataria é maior e mais complexa do que se imagina, muito ficarão de fora”, ressaltou o secretário do FNCP.
Preocupação
Cruz ressalta que a preocupação contra a pirataria é cada dia mais latente, pois não há mais romantismo no contrabando. ”Não podemos imaginar que o contrabandista é o sacoleiro que vêm do Paraguai. Por trás da pirataria há um crime organizado, portanto o fórum vem com a missão de unir os esforços da sociedade contra este mal que rouba empregos, impostos e crescimento econômico. Todas as entidades estão cientes de que é preciso fazer algo importante e de ação mais eficaz para literalmente por um fim na pirataria”.
Alexandre Cruz diz ainda que o mercado de produtos piratas cresceu 25% de um ano para cá e tende a aumentar.
Fonte: Gazeta Mercantil
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